Sábado, Dezembro 24, 2011


A cor púrpura vem e volta.
A sofrimento nunca é demais, nunca acaba.
O sentimento de culpa, de medo, de vazio.
Nesse momento vem o monstro da insanidade e invade seu corpo, invade sua mente.
Você, bailarina da neve, mergulha de cabeça nesse salto á dor, nesse irreversível pesar.
São borbulhas de emoções atravessando a pele em forma de dor.
São marcas de um passado presente, constante.
São cicatrizes da ausência, da solidão, da culpa e do medo.
Pobre menina sonhadora, seus pés doem
Suas mãozinhas de criança não suportam o peso do mundo
Seu olhar inocente encarou muitas desgraças
E nesse balançar de menina moça
Nesse véu suave de verão
Vou despedir meu coração absorto de solidão
Esperar pela ilusão que o próximo ano será bom
Sonhar com o dia que o sangue não surgirá
Esperar pela dor passar com o amor.
E que menina moça possa voar, possa amar.

Segunda-feira, Janeiro 10, 2011

Como me tornei tao impotente?

Estive com minha irma no natal e ano novo em uma viagem Paris-Londres.
Minha irma ficou muito decepcionada comigo, com nosso distanciamento e (uso agora palavras dela) com minha infelicidade e amargura.
Ela disse que sou uma pessoa amarga, infeliz e que afasto as pessoas de mim.
Acho, como muita tristeza, que nunca uma frase me descreveu tao bem nesse momento.

Parando para refletir, me tornei fria, distante, egoísta e imoral.
Todos podemos fazer uma reflexao sobre nós mesmos.
Eu fiz e nao consigo encontrar uma maneira de consertar meu erros, minha arrogância e minha falta de humildade.
Estou fora da minha realidade muitas vezes mas nao consigo aceitar isso.
Sempre quero mais e mais do que nao posso ter.

As pessoas se esforçam para serem amigas, me agradar. Mas nada é suficiente pra mim.
Nao sou a vontade com meu peso, com minha roupas, com minha casa, com meus amigos.
Quero um companheiro que me entenda, me ame e aceite, mas eu nao me aceito.
Isso torna as coisas difíceis para o universo conspirar ao meu favor.


Quero tanto um namorado mas eu realmente nao faço esforço para isso.
Realmente eu nao mereço isso.
Meu coraçao nao sabe amar, meu coraçao é carente, doentio e manipulador.
Sou possessiva e nao sou alegre. Nao consigo transmitir serenidade e tranquilidade.

Preciso urgente abrir meu coraçao, abrir minha mente e minha alma.
Preciso voltar a amar as coisas simples, as pessoas simples e as coisas ligeiras.
Preciso me amar, me fazer bem.
A quem quero enganar com essa máscara de sarcástica e irônica.
A menina dura e bebada que, por fazer piadas ácidas, faz as pessoas rirem numa mesa de bar.

Cansei. E agora que eu sei realmente meu problema preciso mudar.
Nada de planos diabólicos para conquistas, dinheiro, amigos.
Meu plano é mudar, moldar minha personalidade e amar minha vida.
Amar meus amigos do jeito que eles sao e como sao: AMIGOS.

Amar minha irma que é a unica pessoa que nunca vai me abandonar.

Eu preciso descobrir a essência, descobrir e praticar que eu posso me amar, posso ser forte sem maltratar as pessoas, sem humilhar e sem recorrer a abusos de álcool.
Eu nao estou linda, mas eu sou. E falo da beleza interior.

Que nao seja piegas, e que esse ano de 2011 traga mais consciência pra mim, mais auto-estima e mais amor pelo próximo.

Um desabafo de 2010 para um novo 2011

Sexta-feira, Junho 04, 2010

Cotidiano

Fui ao cinema aqui em Belo Horizonte assistir um ou dois filmes da amostra : Lugar Nenhum - Filmes em Desalento.
Era feriando de Corpus Cristi, à noite, por volta das 18 horas.
Tinha no bolso pouco dinheiro, portanto só queria assistir ao filme e ir embora pra casa.
Estava insegura pois sair sozinha é sempre ruim.
Não tem-se com quer conversar, fazer um comentário.
Você vê a situação ocorrer e fica intalalado aquele comentário malicioso que só pode ser dito na hora.
Pensei que seria a única que não teria amigos pra dar um passeio no feriado.
Estava errada. Na pequena fila já tive noção dos "perdidos no feriado".
A maioria homens.
Sentei atrás, um lugar de fácil acesso, espaço e com ampla visão da tela.
Mas fugindo da rotina o humberto mauro lotou.
Praticamente todos os lugares estavam ocupados.
Mas além disso o que me surpreender mesmo foram os solitários.
Pessoas que como eu estavam ali, sozinhas, num feriado frio de junho.
Primeiramente vi uma moça, sentada logo a minha frente que limpava seus óculos minuciosamente.
Logo chegaram os outros, homens jovens, nada feios ou estranhos.
Sim, algumas excessões de homens indesejáveis e solitários como de costume.
Dois sentaram ao meu lado.
Um outro que estava na fila, entrou e saiu inúmeras vezes da sala.
Ao todo deviam ser 7 pelo que contei.
Estava distraída até pensando nisso.
Os homens andam mais solitários que as mulheres?
Haviam mais homens que mulheres no cinema, e em grande maioria em grupos, acompanhos ou não de uma mulher.
A respiração do rapaz a minha esquerda estava ofegante, ele chegara atrasado.
O rapaz da minha direita se curvou na cadeira a ponto quase dormir.
Eu estava com sono e distraída.
Entediada. Depois de 1hora de filme ainda havia pessoas chegando. Eu com uma vontade quase que irrestível de ir embora.
Comi uma maçã, e o barulho de cada mordida era insurdecedor dentro daquele silêncio mórbido em que podia escutar a respiração da pessoa ao lado.
Estava desconfortável, quase não podia mexer os braços.
Com todos esses pormenores fui embora com satisfação.
Não quis ver outro filme pelo sono que sentia.
Mas me senti melhor vendo a solidão alheia.

Sábado, Junho 13, 2009

Essa intensidade....


Essa ansiedade que consome meu ser
Fazer tudo, quero todos, agora e para sempre
Quero agora e se não for agora já não quero mais
Dentro de mim há uma explosão de idéias e efeitos
Cores, luzes, calores, calafrios
Quero João, Pedro e José
Quero ficar só
Antonio quer a mim... e daí? Se eu quero Matheus?!
Essa intensidade de desejos
Essa arte que toca meu coração
Esses desejos sombrios, intocáveis
A ambição...
Sonhos, altos, largos, rápidos
Essa pessoa que sou
Esse gosto amargo que levo na boca
Do cigarro que consumi rapitamente
Essa pessoa que sou
Esse cariño que sobra em meu coração
Na falta de alguém para recebe-lo
Essa pessoa que sou
Com tanto desapego ao afeto
Com a alma gélida e calculista
Essa pessoa que sou
Que não aprendeu o que é amor
Mas sente intensamente a vontade de ser amada.
Essa pessoa que busca não o quê
Não sabe aonde
Não sabe com quem
Essa pessoa
Que nessa fuga contínua encontrou você
Que não era o certo, estava ocupado
A pessoa chegou tarde demais, o destino traçou linhas opostas
Essa pessoa que completaria seus desejos
E...
Supriria suas angustias
A pessoa que te acolheria em seus braços
Que desejaria sua pele
Que lhe faria sorrir de amor, ou prazer

Pessoa esta que está distante do seu coração.

Mas a busca não termina aqui.

Burbulhante em sentimentos e vontades
Me sinto viva
E vou buscar até a última gota,
O última fagulha
A última chance, pelo que eu não sei o que é
Não sei com está
Mas completará minha existência.
Me sinto viva
Livre para correr e tentar
Fracassar, vencer, falhar
E só vou parar quando encontrar

Sexta-feira, Março 13, 2009

Você e eu... tão impossível assim?


Não busco uma pessoa impossível.

Busco alguém que me complete, que me entenda, que acima de tudo me respeite.

Em uma busca incasável e constante encontrei você, que por acaso parecia que podia preecher esse vazio.

Imaginei que você colocaria o que está fora de órbita nos devidos lugares.

Que você acalmaria meu coração.


Talvez seja esse seu jeito amoroso e encantador de ser.

Maleável e muito sentimental.

Caí na tentação de me apaixonar mais uma vez.


Por você esquece antigos amores.

Me entreguei ao desconhecido.


Errei, confesso. Entreguei demais um coração amargurado sem esperar as devidas consequências.



Mas será que essa junção VOCÊ & EU é tão complicada e impossível de acontecer.

Pessoas guiadas por coração, sentimentais ao extremo não conseguiriam unir forças e uma paixão?



Quem sabe um dia não é mesmo meu caro?


Não conheco todos seus defeitos e qualidades.

Conheci em você só meu sentimento, meu desejo.

Olhar-te como amigo seria hoje uma tarefa impossível.

Aprendi que nada, abslutamente nada na vida acontece por acaso.

E tudo que acontece só se torna um simples acaso quando esquecemos de decifrar os sinais.




Deixo minha mensagem... nada mais que isso.

Deixo meu platonismo piegas , por no meu interior sinto a esperança de um futuro promissor entre eu e você.

Cabe saber se os anjos dirão amém.

Sexta-feira, Dezembro 12, 2008

Quando eu fui ferido
Vi tudo mudar
Das verdades
Que eu sabia...

Só sobraram restos
Que eu não esqueci
Toda aquela paz
Que eu tinha...

Eu que tinha tudo
Hoje estou mudo
Estou mudado
À meia-noite, à meia luz
Pensando!
Daria tudo, por um modo
De esquecer...

Eu queria tanto
Estar no escuro do meu quarto
À meia-noite, à meia luz
Sonhando!
Daria tudo, por meu mundo
E nada mais...

Não estou bem certo
Que ainda vou sorrir
Sem um travo de amargura...

Como ser mais livre
Como ser capaz
De enxergar um novo dia...

Eu que tinha tudo
Hoje estou mudo
Estou mudado
À meia-noite, à meia luz
Pensando!
Daria tudo, por um modo
De esquecer...

Terça-feira, Abril 29, 2008


Meu mundo se limita á quatro paredes.
E sempre foi, limitado. Sempre meu mundou se baseou em um quarto.
Até os 14 eu nao tinha um quarto só para mim.
Depois dos 14 eu tinha um quarto e uma garrafa de vinho.
Dentro dessas paredes tudo é desordenado como minha vida.
Nao quero poetizar minha angústia.
Só quero que todos saibam o quando eu me sinto infeliz,
O quando os sorrisos alheios me dóem,
Como tudo a minha volta perdeu o brilho, a graça.
Queria que me disessem de onde tirar forças para acordar todos os dois.
Sempre carreguei minha carga sozinha, mesmo que digam que ajudaram, nao ajudaram.
A visao de uma menina forte e batalhadora bloqueou que as pessoas se preocupassem por mim realmente.
Minha mae dizia que eu era doce quando criança e depois tinha ficado bruta.
Será que ela se perguntou o porquê disto?
Com certeza ela tinha muitas outras preocupaçoes importantes, mais que minha brutalidade ‘sem motivos’.
Ontem me deparei chorando igual uma criança que perde a mae no supermecado.
Sentia um frio interno, uma vontade de gritar, de esmurrar alguém.
Chorarava tao forte que ficava sem ar, como um bebê assustado.
Ao voltar para ‘casa’ prometi nao mais chorar, acordar cedo e aproveitar o dia.
Mas parece que os Santos nao querem ajudar, mandaram um dia cinza, triste, chuvoso.
Um dia frio.
Hoje o dia lá fora estava exatamente como me tornei.
Um dia cinzento, sem motivos para sorrir, que as vezes sái um sol fraquinho, que até dá uma pequena vontade de sair de casa mas logo as núvens cobrem esse céu pouco azul, tudo volta a nublar. Chove, chove muito, uma chuva fina mas incontrolável, constante.
No meio do dia, essa chuva cessa e sol volta a dar suas caras, dessa vez mais tímido, para logo em seguida chover forte, com um vento frio que parece ter vóz própria.
Chove granizo. Chove muito. As pessoas se escondem desse dia, passam com carros apressados para chegar em casa e se esquentarem com seus parentes, amigos ou cachorro.
As pessoas correm para suas casas e seus trabalhos para fecharem portas e janelas. Elas nao querem que essa máu tempo entre em casa, molhe seu sofá novo. Nao querem pegar um resfriado pelo frio repentino que faz.
E entao, quando todos enfim estao protegidos o tempo volta a abrir. Com a esperança que alguém saia de casa sem a proteçao de uma guarda-chuva.
Algumas pessoas saem de casa, seguras de que o máu tempo nao voltará hoje, que foi passageiro, mas a maioria leva um guarda-chuva na bolsa, sempre olhando pro céu.
Olham para o céu porque o sol está tao fraco, tao escondido entre as núvens que nem o ele parece acreditar que a tempestade acabou.
E algumas pessoas já nao saem de casa nesse dia. Nao querer se arriscar em pegar outra tempestade.
E o sol que no final apareceu teve muito pouco tempo para convencer, pq a noite tomou seu lugar. E a lua também está escondida, as nuvens antes cinza tomaram uma cor de azul marinho, quase negro.
As ruas começam a secar mas o frio tomou seu lugar em absuluto.
Ao cabo de horas, todos estaram em suas casas, aquecidos, sorridentes, seguro de que mesmo com um máu-tempo lá fora, ali elas estarao seguras.
E eu estarei lá fora, olhando as luzes se apagarem, uma a uma, como minha alma.